A nova guerra fria promovida pelos Estados Unidos contra a Rússia e a China está reordenando o cenário internacional e reacendendo a corrida armamentista global. A NATO recupera um papel central na militarização das relações internacionais, afetando os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente. A análise do sistema imperialista contemporâneo exige superar visões liberais e dogmáticas, identificando os Estados Unidos como o principal agressor imperialista, sem idealizar potências rivais ou subimperiais regionais como a Turquia e a Arábia Saudita. O anti-imperialismo continua a ser uma bússola essencial para a esquerda global na luta pela emancipação dos povos e pela transformação social.